terça-feira, 13 de novembro de 2018

STAN LEE REVOLUCIONOU HQS NOS ANOS 1960 COM CRIAÇÃO DE HOMEM-ARANHA E QUARTETO FANTÁSTICO



O prolífico Stan Lee foi um dos nomes mais importantes dos quadrinhos americanos ao criar super-heróis como Homem-Aranha, Quarteto Fantástico, X-Men, Homem de Ferro, Thor e Hulk. Roteirista e editor da Marvel, foi um dos responsáveis por transformar a empresa na maior editora de quadrinhos do mundo a partir de 1961.

Ele morreu nesta segunda-feira (12) aos 95 anos, após passar mal em sua casa em Los Angeles, nos EUA, e ser levado ao hospital. Ele sofria de pneumonia e de problemas nos olhos.

Stanley Martin Lieber nasceu em 1922, em Nova York, nos Estados Unidos. Ele começou a trabalhar com HQs, sob o pseudônimo de Stan Lee, em 1939, contratado por John Goodman, fundador da Timely Publications e primo de sua mulher, Joan.

Após a saída do primeiro editor da empresa, Joe Simon, Lee assumiu a função de editor interino, posição que manteve por décadas, com exceção do período em que lutou na Segunda Guerra Mundial.


Em 1961, após a mudança do nome da editora, primeiro para Atlas Comics, e depois para Marvel Comics, Lee revolucionou o mercado de quadrinhos ao modernizar o gênero de super-heróis com criações pensadas para um público mais velho, como o lançamento da série do “Quarteto Fantástico”.

Com dramas familiares e heroísmos que utilizavam elementos de ficção científica, as histórias ajudaram na fama de personagens mais complexos e realistas da Marvel em relação à sua principal concorrente, a DC.
“Até mesmo as literaturas mais escapistas de todas continham pontos de vista morais e filosóficos”, afirmou. “Claro, nossos contos podem ser chamados de escapistas, mas só porque algo é divertido não quer dizer que temos que desligar nossos cérebros enquanto lemos!”
O mesmo aconteceu com o Homem-Aranha em 1962, um jovem adolescente que dividia suas aventuras com problemas no colégio e contas a pagar, e que se tornou um dos heróis mais populares dos quadrinhos.


Em parceria com artistas como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee ainda criou outros personagens icônicos, como Hulk, Thor, Homem de Ferro e Demolidor.

Em 1963, com a cabeça no movimento por direitos civis de negros no Estados Unidos, lançou a revista dos "X-Men", uma equipe de mutantes que eram marginalizados e hostilizados pela humanidade.

Nesses anos, Lee também assinava uma coluna mensal nas revistas da editora, a “Stan’s Soapbox”, na qual popularizou seu bordão “Excelsior!”.


“Para mim uma história sem uma mensagem, não importa quão subliminar, é como um homem sem alma”, escreveu em uma delas, respondendo a reclamações de leitores sobre tópicos “moralizantes” nas histórias.

Lee largou as funções regulares como roteirista em 1972 para se dedicar ao papel de editor executivo da empresa.

Nos anos 1980, foi morar em Los Angeles para cuidar de projetos da Marvel na TV e nos cinemas. A partir deste momento se tornou produtor-executivo da maior parte das adaptações da empresa, com participações especiais rápidas em quase todas.

Em 2000, a Stan Lee Media, empresa fundada por Lee para criação e produção de super-heróis, foi alvo de uma investigação de manipulação de ações orquestrada por seu sócio, Peter Paul.

No ano seguinte, o quadrinista fundou a POW! Entertainment, onde criou diversos programas de TV e alguns personagens. Em 2017, ele processou a companhia em US$ 1 bilhão por fraude, mas desistiu da ação semanas depois.

Mesmo com suas outras empresas, Lee nunca se desligou totalmente da Marvel empresa da qual era presidente emérito até sua morte, mesmo depois de um processo pelos rendimentos do filme do “Homem-Aranha”, em 2002, resolvido com um acordo de US$ 10 milhões.

Recentemente, Lee também processou seu antigo empresário, além de pedir uma medida preventiva contra um homem que cuidava de seus negócios. Em junho de 2018, a polícia de Los Angeles investigava casos de abuso cometidos contra o quadrinista.


Lee deixa sua filha, Joan Celia Lee. Sua esposa, Joan, com quem foi casado por 69 anos, morreu em 2017.
FONTE: G1

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