terça-feira, 20 de novembro de 2018

AMARGOSA: RETROCESSO NA POLÍTICA DE MEIO AMBIENTE E SAÚDE PÚBLICA


Com produção mensal de toneladas de lixo, a cidade de Amargosa vem assistindo seu aterro controlado, implantado junto com a coleta seletiva, ser transformado outra vez em lixão, após seis meses da substituição do serviço de coleta seletiva, conforme optou o prefeito Júlio Pinheiro (PT). Na ocasião o Outro Olhar retratou em; "AMARGOSA: PREFEITURA CONTRATA EMPRESA DE LIMPEZA URBANA POR R$ 4.4 MILHÕES E REDUZ VAGAS DE EMPREGO", matéria publicada em 28 de maio de 2018. O aterro fica às margens da BA 046, estrada que liga Amargosa a Milagres. 

O município de Amargosa atendeu, sob a determinação da então prefeita Karina Silva (PSB), entre os anos de 2014 a 2016, a exigência estabelecida na Política Nacional de Resíduos Sólidos, sob a Lei 12.305/2010, para que todos os municípios desenvolvam Programas Municipais de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. A implantação do Plano Municipal de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos em Amargosa, tinha entre suas etapas, processo de triagem na coleta seletiva na rua, setorizar o lixo em valas distintas,  separando lixo doméstico e entulho;  eram algumas das medidas que garantiam que o espaço funcionasse como um aterro controlado, medidas estas que já não são mais adotadas, em função da substituição do serviço de coleta seletiva. 

O vereador  do município de Amargosa Oldaque Maia (PPS), realizou a divulgação de fotos via redes sociais nesta segunda-feira (19) evidenciando a situação lastimável do local, que cabe afirmar, o que era um aterro controlado, está regredindo ao status de lixão.   


Dentre os possíveis impactos gerados pelos lixões, pode-se destacar os descritos pelo teórico Batista et. al. (2010), dentre os quais afetam as esferas ambiental, sanitária, econômica e social. Ambientalmente, os lixões produzem impactos como degradação da paisagem natural; contaminação das águas superficiais e subterrâneas; contaminação do solo; depreciação da qualidade do solo, por meio de redução do processo de infiltração e danos à microbiota; pressão sobre microhabitats da fauna terrestre, por meio da atração de espécies exóticas; além de supressão da vegetação local. 






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