sexta-feira, 14 de setembro de 2018

DONO DA AMBEV É O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL


       Eles estão longe do estereótipo de bilionário excêntrico, que frequenta os sites de celebridades e ostenta sua fortuna com gastos extravagantes. Os brasileiros que encabeçam o ranking nacional dos bilionários divulgado na última quarta-feira (13) pela revista Forbes são discretos, e alguns ficaram famosos por atividades que não têm ligação com a origem de suas fortunas - caso dos irmãos Walther e João Moreira Salles, ambos cineastas.
O ranking brasileiro é encabeçado por Jorge Paulo Lemann, sócio da 3G Capital, que controla a Anheuser-Busch Inbev, maior cervejaria do mundo e dona das marcas fabricadas pela Ambev. Aos 78 anos, Lemann acumula fortuna de R$ 105,96 bilhões. Em segundo lugar aparece o banqueiro Joseph Safra, do banco que leva seu nome, com R$ 71,17 bilhões. Marcel Telles, sócio de Lemann, ocupa a terceira posição.
Em quarto lugar, o jovem Eduardo Saverin, de 36 anos, cofundador do Facebook, seguido por outro sócio de Lemann, Carlos Alberto Sicupira. Os irmãos Moreira Salles vêm na sequência, com Pedro, diretor do Conselho de Administração do Itaú-Unibanco, em 6º lugar, apenas alguns milhões de reais à frente dos cineastas Walther e João e também de Fernando, que é o diretor do Instituto Moreira Salles.
O ranking 2018 traz 25 novos bilionários, a maioria vinda do mercado de ações. Vários são parentes entre si, o que se explica porque foram concluídos os inventários de dois grandes empresários brasileiros, e os herdeiros passaram a figurar na lista de acionistas de suas empresas.
É o caso da Dasa e da M. Dias Branco. As famílias fundadoras do Magazine Luiza também tiveram novos nomes incluídos na lista dos mais ricos devido à escalada das cotações da empresa na Bolsa. A revista lembra também a realização dos IPO (lançamento de ações na bolsa de valores) do PagSeguro, na bolsa de Nova York, e HapVida, no Brasil.
Segundo a Forbes, os patrimônios apurados têm como fonte as empresas controladas pelos bilionários em sua maioria, companhias abertas, precificadas pela cotação em bolsa. Ou, no caso de empresas fechadas, o valor de mercado de concorrentes ou semelhantes que são negociadas em bolsa. Para efeito de cálculo e padronização, foram usados os preços de 10 de julho de 2018.
Fonte: O GLOBO

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