sexta-feira, 27 de abril de 2018

Quantas monarquias ainda existem?


Há no mundo 43 territórios com monarcas, o que inclui reis, príncipes, sultões e um imperador. Entretanto, nem todos eles têm plenos poderes sobre a nação, como acontecia na França de Luís 14, que teria dito a célebre frase “O Estado sou eu”. Isso se deve ao fato de, hoje, haver diversos tipos de monarquia – ou melhor, do fato de ela ser diferente em cada um dos territórios, com suas próprias particularidades. Há, porém, cinco formas de categorizar, de maneira generalista, esses governos.
Dados atualizados até abril de 2018

Monarquia absolutista hereditária


ATUALMENTE COM ESSA MODALIDADE: Arábia Saudita, Brunei, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar, Suazilândia
Nesta modalidade, o monarca detém poderes supremos e herda o cargo. Brunei, no sudeste asiático, é um sultanato do gênero. O sultão Hassanal Bolkiah está no governo há quase 50 anos, mas sua família comanda o território desde o século 14. Seus poderes são plenos: ele exerce papéis de primeiro-ministro, ministro da Defesa, ministro da Fazenda etc. A maioria das monarquias absolutistas está no Oriente Médio.

Monarquia constitucional hereditária


ATUALMENTE COM ESSA MODALIDADE: Antígua e Barbuda, Austrália, Bahamas, Bahrein, Barbados, Bélgica, Belize, Butão, Canadá, Dinamarca, Espanha, Ilhas Salomão, Jamaica, Japão, Jordânia, Kuwait, Lesoto, Liechtenstein, Luxemburgo, Marrocos, Mônaco, Noruega, Nova Zelândia, Países Baixos, Papua Nova Guiné, Reino Unido, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Suécia, Tailândia, Tonga, Tuvalu.

A figura real está sujeita a uma constituição – mesmo que não escrita. Seus poderes são mais ou menos limitados pela lei. Elizabeth II é um exemplo: como rainha do Reino Unido, da Austrália e de outras nações, seu papel não é governar, pois esse trabalho cabe aos primeiros-ministros dos países. Mesmo as tarefas políticas da rainha, como a nomeação de um primeiro-ministro, devem seguir ordens dos ministros britânicos.

Monarquia constitucional eletiva




ATUALMENTE COM ESSA MODALIDADE: Camboja, Malásia

O monarca é escolhido pelos votos de alguns poucos poderosos, com mandato que pode ter um tempo determinado ou ser vitalício. Na Malásia, no sudeste asiático, por exemplo, o chefe de Estado é Yang di-Pertuan Agong, uma espécie de rei eleito por nove governantes dos Estados malaios. Seu mandato é de cinco anos. Mas quem manda mesmo é o primeiro-ministro e as duas casas legislativas.

Diarquia


ATUALMENTE COM ESSA MODALIDADE: Andorra
Em Andorra, na Europa, que fica na fronteira entre Espanha e França, dois chefes de Estado comandam o reinado como copríncipes. São eles: o bispo de Urgell, na Catalunha (hoje, Joan Enric Vives i Sicília, escolhido pelo papa em 2003) e o presidente da França (Emmanuel Macron, eleito em maio deste ano). Mas são títulos que não garantem muito: o poder é exercido pelo chefe do governo – atualmente, Antoni Martí – e pelo Parlamento, ambos eleitos pelo povo.

Monarquia absolutista eletiva não-hereditária


ATUALMENTE COM ESSA MODALIDADE: Vaticano

O nome é estranho, mas serve para explicar a situação da Cidade do Vaticano. O Papa Francisco, quando eleito para comandar a Igreja Católica, tornou-se líder da Santa Sé, a sede da religião. Contudo, o Estado da Cidade do Vaticano, uma entidade administrativa cujo sistema de governo é a monarquia absolutista, é subalterna da Santa Sé. Assim, Francisco é papa e rei eleito pelo Colégio de Cardeais, com plenos poderes.

(Fonte: Mundo Estranho)

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