domingo, 22 de abril de 2018

Macron: 'Nunca devemos mostrar fraqueza diante de Putin'


O presidente da França, Emmanuel Macron, descreveu o líder da Rússia, Vladimir Putin, como um “homem muito forte”, diante de quem “nunca deveríamos mostrar fraqueza”, num contexto em que a tensão entre os governos ocidentais e Moscou alcançam um nível inédito.
“Acho que nunca deveríamos mostrar fraqueza diante do presidente Putin. Quando alguém é fraco, ele aproveita isso”, disse Macron em uma entrevista concedida à emissora americana Fox News e exibida neste domingo, na véspera de sua visita a Washington, nos Estados Unidos.
“Ele (Putin) é forte e inteligente, não é ingênuo”, acrescentou o francês, afirmando que seu homólogo russo está “obcecado com as interferências em nossas democracias”.
“Ele quer uma Rússia grande. Seu povo está orgulhoso de sua política. É extremamente duro com as minorias e com seus adversários, com uma ideia de democracia que não é a minha”, apontou, afirmando contudo que mantém “uma comunicação permanente com ele”. “Respeito ele, conheço ele, estou lúcido”, concluiu Macron.

Tensões
O confronto entre os governos ocidentais e Moscou alcança níveis inéditos desde o fim da Guerra Fria. No mês passado, houve o envenenamento do ex-agente duplo russo Serguei Skripal em uma cidade do Reino Unido.
Além disso, na última semana, os Estados Unidos, junto com a França e o Reino Unido, bombardearam a Síria, aliada da Rússia, em resposta a um suposto ataque químico em uma região rebelde.
Macron também falou, na entrevista, sobre o acordo nuclear com o Irã – do qual o presidente americano ameaça se retirar.
“Não tenho plano B para o acordo nuclear contra o Irã”, admitiu. “Quero lutar contra os mísseis balísticos, quero conter sua influência regional”, afirmou. Ele adiantou o que dirá a Trump: “Não abandone o acordo até que você tenha uma opção nuclear melhor, vamos completá-lo”.
Daqui a três semanas, Trump deve tomar uma decisão sobre este acordo, com o qual tinha prometido “romper” durante sua campanha eleitoral, e que foi fruto de anos e anos de negociações internacionais, com o objetivo de impedir que o Irã desenvolvesse uma arma atômica.

(Fonte: Veja)

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