quarta-feira, 22 de maio de 2019

WITZEL COLOCOU NO CURRÍCULO DOUTORADO EM HARVARD, MAS NUNCA ESTUDOU NA UNIVERSIDADE
O ex-juiz federal e governador do Rio, Wilson Witzel , tem, pelo menos, sete cursos em seu histórico acadêmico. No currículo Lattes -  plataforma em que profissionais listam seus feitos ao longo da carreira -, ele enumera cursos de graduação e de pós em várias universidades. 

Uma passagem pela prestigiada Harvard é um dos pontos altos: lá, Witzel teria feito um curso conhecido como "sanduíche", quando o aluno faz parte do doutorado numa instituição de ensino internacional parceira da universidade em que estuda. No caso do governador, um pedaço da pós-graduação em "judicialização da política" que ele cumpre na Universidade Federal Fluminense, desde 2015, teria sido feito no campus de Cambridge, no estado de Massachusetts, nos EUA. Mas, o problema é que isso nunca aconteceu. 

A UFF informou ao GLOBO que o governador nunca sequer manifestou interesse em participar da seleção. Apenas dois alunos matriculados na mesma pós-graduação de Witzel foram para lá. É preciso se candidatar e passar por pelo crivo da universidade para obter a bolsa, que é financiada pelo governo brasileiro.

Procurado, Witzel confirmou que não estudou em Harvard. A informação, segundo a sua assessoria de imprensa, constava na plataforma Lattes porque o governador tinha a intenção de estudar na universidade americana durante um ano quando ainda era juiz federal, mas o objetivo nunca foi à frente. Curiosamente, o governador cita, inclusive, o nome de seu orientador na universidade dos EUA, o professor Mark Tushnet. 

Agora, o governador prometeu corrigir o currículo e acrescentou que pretende fazer a defesa de sua tese, na UFF,  até agosto deste ano. A última edição do currículo do governador foi feita no dia 8 de abril de 2016, um ano após ele ter ingressado no doutorado. De acordo com a universidade, as inscrições para o "sanduíche" em Harvard estiveram abertas entre 2015 e 2018. Para concluir a pós-gradução, Witzel terá que correr contra o tempo para não ser jubilado.
 (O GLOBO)

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MAIA CORTA RELAÇÕES COM LÍDER DO GOVERNO NA CÂMARA
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rompeu relações com o líder do governo, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO).
Maia disse que o deputado não merece respeito depois de ter divulgado uma charge na qual uma pessoa aparece chegando ao Congresso com um saco de dinheiro na cabeça com a inscrição “diálogo”.
O presidente da Câmara deixou de receber Vitor Hugo nas reuniões na residência oficial.
Após reunião de líderes, nesta terça-feira (21), Maia declarou:
“Com ele não dá, ele botou isso aí no post do PSL. Então, um líder do governo que posta uma charge dessa, do diálogo ser um saquinho de dinheiro na cabeça, não merece o meu respeito. Eu só expliquei aos deputados porque ele me agrediu antes.”
Recentemente,  o líder do governo disse que “não era democrático” Maia fazer reunião na residência oficial da Câmara com somente parte dos líderes.
Ainda na reunião de ontem, segundo o G1, Maia rebateu:
“Como ele me agrediu na semana passada, misturando o problema dele com minha relação com outros líderes, [dizendo] que eu não recebia, que eu não fazia reunião de líderes, eu expliquei para os outros porque eu comecei a excluir ele desde março. Só isso. Porque eu queria que ficasse claro que eu sou democrático, ouço a todos, respeito a todos.”

*RENOVA MÍDIA 

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OLAVO DE CARVALHO CRITICA LEVANTAMENTO DA ANPOF SOBRE ESTUDO DE KARL MARX NO BRASIL

O filósofo Olavo de Carvalho divulga vídeo (acima), onde rebate duramente o levantamento realizado pela ANPOF (Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia), divulgada em matéria da Folha de São Paulo (abaixo), sobre percentual de pesquisas da área sobre Karl Marx, realizadas nos programas de mestrado e doutorado no Brasil.


"Marx está presente em apenas 4% de disciplinas de pesquisa em filosofia


Paulo Saldañapara Folha de São Paulo

Levantamento em cursos de pós-graduação foi feito pela Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia

Os programas de pós-graduação em filosofia no Brasil não têm forte presença de disciplinas sobre Karl Marx. Somente 4% de todas as matérias dos programas de mestrado e doutorado nessa área têm o pensador alemão como tema ou referência. A produção acadêmica sobre o autor também é baixa nessa área.

O levantamento feito pela Anpof (Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia) mostra que, de 46 programas de pesquisa na área, 12 têm disciplinas que abordam Marx diretamente, ou 4% do total de 338 disciplinas. O combate ao chamado marxismo cultural tem sido central no discurso ideológico do governo Jair Bolsonaro (PSL). A tese de que há um avanço de ideias de marxistas e comunistas na sociedade, que precisam ser combatidas, tem como defensor mais proeminente o escritor Olavo de Carvalho.

Autor de livros de filosofia, Olavo mantém na internet o curso Seminário de Filosofia. Ele é apontado como guru da nova direita brasileira e do governo, com forte influência sobre os filhos do presidente e sobre outros membros da gestão, como o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e o assessor da Presidência para assuntos internacionais, Filipe Martins.

Bolsonaro defendeu no mês passado a redução de investimentos em cursos de humanas, citando filosofia e sociologia. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, também é admirador de Olavo. A baixa presença na grade da pós-graduação se reflete na produção acadêmica de filosofia: das mais de 2.200 pesquisas apresentadas no último encontro da Anpof, apenas 2 foram sobre Marx.

Segundo a Anpof, há grande pluralidade de escritores nos programas. Immanuel Kant é o que mais aparece, em praticamente todos os programas, mas ainda assim dividindo espaço com outros autores, como Rawls, Habermas, Hannah Arendt e Axel Honneth.

As disciplinas nas quais o pensador alemão aparece nos programas de pós-graduação compõem as áreas de Filosofia Política e Ética. Mesmo nessas áreas, Marx aparece menos que Kant, Hegel, Platão, Aristóteles, Heidegger, Nietzsche ou Foucault.

O filósofo italiano e marxista Antonio Gramsci, apontado por conservadores como formulador do que seria o marxismo cultural, não aparece em nenhum programa. Marx nasceu na Alemanha em 1818 e morreu na Inglaterra em 1883. Suas principais obras são “O Manifesto Comunista”, com Friedrich Engels (1848), e “O Capital” (1867), seu livro mais influente.

O presidente da Anpof, Adriano Correia, diz que os estudos sobre Marx são “constrangedoramente baixos”. “É um autor muito pouco estudado na filosofia, mas no fim se supõe que esses estudiosos são apologéticos, dogmáticos. Eu mesmo já dei aula de Marx sob uma perspectiva crítica”, diz.

O professor de filosofia da USP Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação, diz que a faceta filosófica de Marx acabou perdendo importância inclusive por ele pagar o preço do fracasso do comunismo. “A filosofia do Marx, mais especificamente o materialismo dialético, ficou menos importante do que a sociologia dele”, diz.

Segundo o professor Denis Lerrer Rosenfield, da Federal do Rio Grande do Sul, a discussão sobre marxismo cultural tem sido imprópria. “Nos cursos de filosofia não vi nenhuma predominância de marxismo, o que observei em cursos de ciências sociais”. Rosenfield, crítico da esquerda, diz que a filosofia ganhou relevância no debate por causa de Olavo de Carvalho e pela força do conservadorismo ideológico no governo –do qual Olavo é a referência."


terça-feira, 21 de maio de 2019

LÍDER DO MBL JÁ PEDIU DERRUBADA DO STF


“Todo este Supremo tem que ser derrubado”, dizia Renan Santos em dezembro de 2018. Alguns meses depois, a opinião do coordenador do MBL mudou radicalmente.

Renan Santos, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL), tem criticado fortemente os protestos convocados para o próximo domingo, dia 26 de maio, em defesa das reformas propostas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.
A justificativa utilizada por ele e outras lideranças do MBL para não declarar apoio aos atos foi a presença de supostas pautas “antirrepublicanas”.
Segundo eles, hashtags circulando nas redes sociais pediam a invasão do Congresso e o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF).
No dia 19 de dezembro de 2018, após uma decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que liberou a soltura dos presos em segunda instância, entre eles o ex-presidente Lula da Silva, o coordenador do MBL publicou um vídeo pedindo a derrubada da Corte.
“Temos que ir às ruas antes do Natal. Esses caras não podem ficar impunes. Todo este Supremo tem que ser derrubado”, esbravejou Santos.
DIRCEU E CUNHA COMPARTILHAM CELA EM PRESÍDIO DA LAVA JATO
O Complexo-Médico Penal, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná, registra um encontro interessante entre corruptos brasileiros.
Todos os 38 detentos da Operação Lava Jato e de outros crimes ligados à corrupção que estão no presídio foram transferidos da Galeria 6 para uma ala do hospital penitenciário do complexo.
Agora, segundo a Folha, eles não dormem mais em dois presos por cela. Os detentos dividem o novo espaço com outras seis pessoas.
O ex-ministro José Dirceu (PT), por exemplo, está dividindo a cela com o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (MDB).
Os dois presidiários dividem o espaço com o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari, o ex-senador Gim Argello e outros três presos. (RENOVA MÍDIA)

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